Ves da janela de teus olhos
corvos fazem teus ninhos
agora tuas palavras confortam
o silencio de teus gritos.
Para que saibas que na aurora
Teus versos não suprirão
O amor que, no fim, é uma estória
E tu um escritor na contramão;
De solidão à solidão
É esta corda em teu pescoço
Uma abismal escuridão
Posso ver em teu rosto;
A luz falha deste fim abominável
Sensação de arrependimento
Irá de resgatar em teu passado
Angústias imersas em medos;
Ao chegar no futuro incerto
Ela, a dor, é tua única certeza;
Esqueça teus tolos afetos
Não haverá alguma beleza;
Somente tu além dos pássaros
Que de tua carne se alimentam
Enquanto tu morres solitário
Na amargura teu relento;
Sem folego acordaras
Afogado em outro pesadelo
O inconsciente a descarregar
A pulsao da culpa em vicio terno