segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cold.


Estava frio, já havia escurecido, o céu estava preto e havia poucas estrelas brilhando naquela noite. Estava sozinha em casa, sentei lá na frente, com um cobertor e uma xícara de chocolate bem quente, olhei para o céu e mil coisas passaram pela minha cabeça, mas somente um nome ficou rondando pelos meus pensamentos, era o seu nome, era sua imagem que ficou gravada aqui, eu desejei ter você aqui, e aos poucos às lembranças que eu tanto lutei para esquecer estavam novamente me atormentando. Foi então que eu percebi o quão apaixonada eu estava por ti, já era impossível disfarçar, se é que algum dia eu disfarcei, aquele sorriso falso já não passava despercebido, eu me perguntei se algum dia fui feliz, eu sorri e disse baixinho “eu fui feliz com ele”. As lágrimas escorriam vagarosamente, mas não me importei com a presença delas, pois já havia agüentado demais, tomei um gole de chocolate,senti a garganta queimando e lembrei de quando você disse o primeiro “eu te amo”. Ah como eu chorei de felicidade quando cheguei em casa, pensei que fosse verdadeiro, pensei que você realmente me amava, você disse que seria para sempre e eu acreditei. Lembrei de quando você me ligava, e ficávamos horas conversando sobre qualquer bobeira, e quando nos víamos era como se o mundo parasse e tudo começasse a girar ao nosso redor. Mas eu tinha que acordar para a vida, parar de relembrar dos nossos momentos, e começar a viver o presente, era preciso e eu sabia disso, mas às vezes o fato de ter que deixar no passado alguém que tanto me fez bem, é o mesmo que me faz chorar todas as noites no meu quarto, é o mesmo que me faz pensar qual o sentido da vida. Deixar alguém que eu amo tanto no passado dói demais, machuca demais, mas é necessário.

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